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20 de setembro de 2012

Muito obrigada, volte sempre.






do site O ESQUEMA
 



Você pode até achar que "uma imagem fala mais do que mil palavras", mas isto é muito relativo. E para que você, que perdeu seus minutos preciosos lendo este post, não se engane sobre o que eu realmente estou querendo dizer, vou usar as mil palavras!

Minha arte não é meu hobby. O meu hobby é consumir a arte que pessoas fantásticas produziram. Mas meu hobby tem um preço (que eu pago) e o seu também. Algumas vezes quem garante que eu usufrua de um dos meus maiores prazeres é o Poder Público. Vou a espetáculos, oficinas, museus, leio livros em Bibliotecas fantásticas, etc. e não pago um centavo, porque alguém pagou por mim: você, que paga seus impostos fielmente. Sou muito grata, muito obrigada!

O fato deu estar aqui falando de dinheiro, pagamentos e economia não faz de mim uma mercenária, tá? Continuo sendo artista, fique tranquilo.

O fato deu não trabalhar de graça para quem vai ganhar algo com o meu trabalho não faz de mim uma mercenária egoísta, tá? Continuo sendo artista, de verdade, não tenha medo.

Além disso, o fato deu não querer o palco como pagamento pelo meu trabalho não faz de mim uma ingrata e mercenária, ok? Continuo sendo artista e algumas muitas vezes até trabalho de graça, embora sua mão esquerda não saberá o que a minha mão direita digitou de graça.

Não fique sentido, não estou escrevendo isto para você. E se você for mulher, não se sinta rejeitada, mas acho feio escrever tudo no feminino e no masculino para não parecer machista. Você está incluída aqui e por isso passo a escrever no seu gênero, ok?

Sugiro que você, querida leitora, caso não seja uma artista, pense em trabalhar um mês sem receber seu salário. Por quê? Veja bem, quantas pessoas são beneficiadas com seu trabalho diário? Como você consegue cobrar por isso? Não seja mercenária! Trabalhe de graça, afinal, quantas pessoas não te conhecerão e conhecerão o seu trabalho? Pense bem...

Não, não pense, por favor! Peço que me desculpe pelo lapso sarcástico. Trabalhe e ganhe pelo que fez! Mas, por favor, não me peça para fazer aquilo que você não faz, ok?

11 de junho de 2011

Dose dupla!

Ontem, sexta feira - 10/06, tive a grata felicidade de ter duas turmas de alunos meus juntas. Foi o encerramento e a confraternização do Curso de Formatação de Projetos culturais, realizado em Parceria com a Prefeitura Municipal de Cubatão. As queridas alunas do Projeto Litertura Para Todos no Dique, realizado em parceria com Instituto Arte no Dique, Funarte e MinC, foram lá: Lila, Dona Zê, Dona Lúcia e Maria. Foi um intercâmbio, tenho certeza, gratificante para todos. Principalmente para as 4 que se deliciarem escutando o Rogério Baraquet entoar canções do Espetáculo Chic é ser Brega, nascido de uma parceria feita no curso. Além de encontrarem pessoas queridas como o Francisco e a Helena, com seu artesanato de Fibra de Bananeira. Uau!

Além disso, tivemos Juliana Finamore e Leandrinho, tocando canções no espetáculo ACORDE PARA ARTE, que ainda vai dar o que falar. Pode esperar! O Cassio arrasou com seu trompete. Dany Buru emocionou a todos interpretando uma música em LIBRAS. Dona Raquel ganhou o Prêmio Revelação 2011, ao cantar para todos. O Silvio Soares arrasou com seu casaco lilás. A Eliane e uma aluna fizeram uma apresentação de dança super fofa, com efeitos especiais: Wagner e Thiago. A Cris criou e declamou um cordel misturado com repente suuuper legal. Massssss, o destaque da noite vai para Jefferson Paulino:

1. Ele abdicou da festa para gravar os depoimentos dos alunos. Um fofo!
2. Fechou a noite com um break que deixou a turma de boca aberta. Muito, muito, muito bom! Bem que a Dany Buru disse...

Agora, sabe que música ele dançou? Bemmm, um novo hit criado pelos alunos, com solo de Rogério Baraquet:

O que é a Justificativa? O que é a Justificativa?

Só ouvindo pra saber! rs

Obrigada, Roberto, Cris, Amanda, Francisco, Juliana Finamore, Juliana Luiz, Rogério, Jefferson,  Thiago, Silvio, Dona Raquel, Raquelzinha, Virgínia, Paulo, Everaldo, Helena, Giovane, Albino, Fabrício, Gênova, Eliane, Miltinho, Rodrigo, Koquinho, Wagner, Eliana, Renata, Cassio e os que foram só uma vez também, aprendi muito com cada um!!!

9 de maio de 2010

varal de um dia chamado três-de-maio

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Toda história tem dois lados, pelo menos: o de quem leu e o de quem escreveu. Dias desses, ouvi uma. Final previamente conhecido:

_O mocinho morre no fina-al, lá-lá-lá-lá-láa-lá!

Foi o que disse minha consciência me-zombando antes mesmo do "Era uma vez...".

E o mocinho morreu mesmo! E o pseudo-bandido ficou lá, todo prosa.

O mocinho, antes de cumprir o destino escolhido pelo escritor, ficou todo verso e solfejou:

_Mas será o desfecho desta história o fim de TUDO?

O autor não soube responder e calou o bandido. Só não conseguiu calar o leitor.


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27 de abril de 2010

varal atemporal


O tempo anda danado que só ele. Hoje me puxou a cadeira - empoeirada por ele mesmo –, sorriu um minuto, fez graça com os meses e quase esqueceu que são anos. Às vezes ele emburrece. Esquece de tudo. Até de ser ele. Eu não. Lembro todo santo-segundo-de-cada-dia que ele-é! Depois, o tempo ajeitou o calendário, analisou os acontecimentos recém-descobertos, pediu que eu sentasse um pouco mais e es-correu pra outro amor.




2 de abril de 2010

varal volátil

Ela guardou no vapor seu afeto. Depois revelou ser todo dele. Ele expirou gelado, mas foi tarde demais.



Foto (Paulo Calafate) daqui.

11 de janeiro de 2010

varal da Arrogância (apesar dela não merecer)




Hoje eu conheci a Arrogância. É claro que ela se apresenta com outro nome, mas não posso revelá-lo. Além de me deixar estarrecida, a Arrogância me fez refletir. A reflexão trouxe uma imagem: a Arrogância habita o mais profundo abismo, mas pensa que habita o topo! Então, a pobrezinha olha para baixo e vê o que? Nada! Daí confirma-se o que ela já suspeitava: abaixo do brilho dela, só uma multidão de escuridão sem valor e luz: nós. Coitadinha!





8 de janeiro de 2010

varal de mais um dia





Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo... e lá estava ela, em mais uma situação corriqueira; mas com o coração saracuteando no peito aberto pra descobrir-se inacabada.