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15 de junho de 2013

Do medo e da alegria de estar com crianças!

Estar com crianças é uma aventura. Uma adrelina a que o escritor de Literatura Infantil está deliciosamente fadado para o resto da vida. Eles são nossa (minha, minha, minha) razão de escre-vi-ver. Não precisamos estar com as crianças ao escrever para elas. Precisamos, sim, estar-crianças. 

Mas depois que se escreve e se publica, com quem mais estaríamos?

Só que dá medo. Porque criança quando quer fazer café, faz com o pó jogado direto na água: forte! Crianças não usam filtro como nós e falam, falam mesmo, o que querem. Uma delícia de café que às vezes pode vir bem forte, enfarinhado de grão. Mesmo assim, uma delícia. É um café-maternidade, padecer no paraíso.

Quando elas levantam o dedo para fazer uma pergunta, o coração gela, pode ser qualquer coisa. Uma pergunta já feita 3 vezes ou uma afirmação como "Quando eu era criança, eu era do tamanho do Lucas, tia!", e você responde bem séria, como respondeu às outras perguntas e faz festa, por que é.

Dois minutos depois de os dedinhos se desinquietarem com as perguntas vem aquele abraço molhado de suor no final do corredor, de quem não consegue ir embora sem um contato físico com você, ou uma confissão de que está apaixonada (como seu poema) por "aquele menino ali, que tá brincando de lutinha com o de blusa vermelha", ou uma salva de palmas só por que eles acham que se você escreveu um livro tão mágico, talvez seja bruxa, fada e até famosa.

Deve ser assim andar de montanha russa ou pular de body jump, dá um frio na barriga nos primeiros 10 segundos e uma emoção incomporável depois e depois e depois...

É assim com as crianças, do medo à alegria em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e viva!

Viva!

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20 de setembro de 2012

Muito obrigada, volte sempre.






do site O ESQUEMA
 



Você pode até achar que "uma imagem fala mais do que mil palavras", mas isto é muito relativo. E para que você, que perdeu seus minutos preciosos lendo este post, não se engane sobre o que eu realmente estou querendo dizer, vou usar as mil palavras!

Minha arte não é meu hobby. O meu hobby é consumir a arte que pessoas fantásticas produziram. Mas meu hobby tem um preço (que eu pago) e o seu também. Algumas vezes quem garante que eu usufrua de um dos meus maiores prazeres é o Poder Público. Vou a espetáculos, oficinas, museus, leio livros em Bibliotecas fantásticas, etc. e não pago um centavo, porque alguém pagou por mim: você, que paga seus impostos fielmente. Sou muito grata, muito obrigada!

O fato deu estar aqui falando de dinheiro, pagamentos e economia não faz de mim uma mercenária, tá? Continuo sendo artista, fique tranquilo.

O fato deu não trabalhar de graça para quem vai ganhar algo com o meu trabalho não faz de mim uma mercenária egoísta, tá? Continuo sendo artista, de verdade, não tenha medo.

Além disso, o fato deu não querer o palco como pagamento pelo meu trabalho não faz de mim uma ingrata e mercenária, ok? Continuo sendo artista e algumas muitas vezes até trabalho de graça, embora sua mão esquerda não saberá o que a minha mão direita digitou de graça.

Não fique sentido, não estou escrevendo isto para você. E se você for mulher, não se sinta rejeitada, mas acho feio escrever tudo no feminino e no masculino para não parecer machista. Você está incluída aqui e por isso passo a escrever no seu gênero, ok?

Sugiro que você, querida leitora, caso não seja uma artista, pense em trabalhar um mês sem receber seu salário. Por quê? Veja bem, quantas pessoas são beneficiadas com seu trabalho diário? Como você consegue cobrar por isso? Não seja mercenária! Trabalhe de graça, afinal, quantas pessoas não te conhecerão e conhecerão o seu trabalho? Pense bem...

Não, não pense, por favor! Peço que me desculpe pelo lapso sarcástico. Trabalhe e ganhe pelo que fez! Mas, por favor, não me peça para fazer aquilo que você não faz, ok?

27 de março de 2012

auto-antroponímia

Eu nasci de sopro e não de parto:
vive, Viviane!

Eu nasci pra voos:
voa, Viviane Veiga,
com ar na veia de batalha:
Távora.

Eu nasci com nome e sobrenome:
vive e voa, Viviane
Veiga Távora.


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13 de novembro de 2011

Reiteração II

ESPINHO E GLÓRIA
Eu só queria escrever.
E deu nisso.
Um abismo e o Everest.
Um decathlon.
Duas coroas.

Reiteração

Eu escrevo, mas sou só começo. E se escrevo é para ficar atenta a alguma fala que poderá ser minha, do meu jeito que ainda não sei. Pode ser que eu escreva só para isso: para encontrar. Mesmo assim, é só começo. Não é nada muito digno de amparo e alardes, sou só eu e a palavra. O que se inverte. Se houver leitor, daí é tudo. Porque três é a perfeição: eu, a palavra e o leitor, como a Santíssima Trindade: três, mas um; um, mas três.

24 de junho de 2011

varal da felicidade do Matheus

Matheus fez rima pra escola e eu achei uma graça! Ele tem um toque de nonsense com um jeitão de cordel... As crianças e adolescente deviam ser mais estimulados a compor poemas! Mea culpa!

23 de junho de 2011

varal [sem assunto]


O meu chão eram lenços de papel. Eu fazia tapetes de Corpus Christi com papel e canetinha e desenhava ali minha alegria que ainda está aqui. Da infância, só sinto falta do meu pai, que não está aqui. Eu ainda sou criança e tudo que estava lá ainda posso ter, e tenho! Eu leio livros de Literatura Infantil e eles são meus preferidos. Eu ainda quero ser tudo. A diferença é que agora eu sei que não posso, só nos livros. O meu corpo não é o mesmo, é verdade. Ele cresceu multiforme, menos minhas mãos curiosas. Não sei ver sem pegar. Não sei usar apenas um sentido. Eu beijo cheirando. Escrevo balbuciando o que é preciso cortar do texto. Eu leio as placas e os pensamentos escrevendo as palavras com o dedo no ar. Depois dos 30, não optei por cores neutras e sóbrias apenas. Já é tão chato não poder correr atrás das bolhas de sabão que atraem os clientes à loja de departamentos. Por isso, tenho minha própria máquina de fazer bolhas e minha coleção de cores no guarda roupa. Não dá pra aguentar a dureza da vida sem ser criança. Não tenho nostalgia porque minha infância ainda está aqui. Menos meu pai. Mas isso tem outro nome: saudade.

3 de maio de 2011

PORTAL LEITURA CRÍTICA

Comecei o mês de maio com um presente: minha entrevista para a Revista do Portal Leitura Crítica, sob a coordenação do super Dr. Ezequiel Theodoro da Silva.

Coloco aqui um trecho, mas você pode conferí-la na íntegra aqui: http://www.leituracritica.com.br/rev11/prumo/prumo8.htm

Dr. Ezequiel é uma sumidade na área da Educação, especialmente de Leitura. Além disso, ama pescar! Foi um dos primeiros leitores do Mareliques da Praia-louca e um incentivador do meu caminho!

A entrevista ficou super bacana!!! Confere aí um pedacinho:


Viviane, conte para os nossos leitores um pouco de você: onde mora, o que faz, formação, família, etc.
Eu moro entre a serra e o mar, na cidade de Cubatão, estado de São Paulo. Sou filha e mãe de artista, escritora, produtora cultural, além de ser pedagoga por formação. Também faço parte do Movimento Aliança de Misericórdia, um povo bem criativo que dedica parte do tempo para ajudar pessoas que estão abandonadas nas ruas. Penduro toda minha arte no blog www.varaldecasa.blogspot.com 

Você se diz uma leitora inveterada... de onde vem isso? Fale sobre os responsáveis pelo seu amor à leitura.
Confesso que comecei a ler livros por acaso. Embora gostasse muito dos cadernos de poesia que fiz com ajuda da professora Rosa, eu iniciei a leitura de livros com O MENINO DO DEDO VERDE. Na verdade, eu me escondia atrás dele quando minha mãe me pedia para ajudá-la com as tarefas domésticas. Se dissesse que estava lendo, ela me eximiria do serviço. Foi assim, até que um dia comecei a ler pra valer. Mas minha paixão absoluta pela literatura despertou no tempo de formação acadêmica, quando percebi uma lacuna: os professores no período de formação inicial não são estimulados a ler literatura, nem adulta, nem juvenil, menos ainda infantil. Embora eu não seja muito a favor desta "separação" de livros em faixas etárias. Mas por conta desta ausência, eu passei a buscar muito mais a leitura de textos literários.

Com base na realidade educacional brasileira de hoje, como vê o papel da escola e dos professores na formação dos leitores?
A escola é a última esperança para a formação de leitores no nosso país. Gosto de uma comparação que Ana Maria Machado faz sobre a formação de leitores. Ela diz que não se pode aceitar que um instrutor de natação não saiba nadar; e que igualmente não podemos acreditar que um professor que não lê, estimule alguém a ler. Acredito nisto! Acredito na força da escola e do professor para formar um país leitor. Mas precisamos, antes, de professores leitores, apaixonados pela leitura. Eu acredito que chegaremos lá. Se não acreditasse, pararia de escrever... de ler, nunca!



28 de fevereiro de 2011

Coisas do Mar...

Não posso deixar de publicar aqui as palavras emocionantes da minha prima Tati, sobre o livro, sobre mim, sobre nós...



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É hoje! Lançado ao Mar!


É hoje, às 20h, na Biblioteca Municipal, o Lançamento do livro da Vivi.
(autora do Blog Varal de Casa)


Mareliques da Praia-Louca eu recebi há tempos atrás atendendo ao pedido da Vivi para uma "leitura crítica", ela me dedicou a fé de ainda existir uma criança em mim. E não é que ela acertou? Mais do que eu imaginava dizer. Ao mesmo tempo que me senti lisonjeada só em receber o exemplar ainda não publicado, confesso um tanto de preocupação em criticar o trabalho dela. Mas isso foi só um sentimento desnecessário da adulta que existia antes de me afogar no Mar de limeriques! E a felicidade foi enorme, lembro que ao responder o e-mail só conseguia lhe dizer que aqueles, até então, 14 poemas, me transportaram para um mundo onde eu jamais pisei, para uma idade que eu jamais tive e para uma imaginação que me trouxe sorrisos aos lábios (claro que, na época, na surpresa da leitura esfuziante, eu não consegui transcrever assim, mas ainda bem que hoje o posso transmitir novamente a ela, por aqui.)! É isso mesmo: leitura, frescor, loucura e mar! Não tive como criticar como ela talvez gostaria que fosse. Como criança, naquele momento assumida, a única preocupação era colocar a cara à disposição do sol e aproveitar as sensações de uma praia inusitadamente louca! Confesso estar ansiosa para degustá-lo com todas as ilustrações. Hoje é o meu dia de não adulta e eu já estou adorando, vou amar constatar com cheiros, cores e mãos!

Vivi, toda a Luz e Sucesso. Como dizia ao pai por esses dias, me sinto feliz por te redescobrir em todas estas faces, e te sentir ainda mais perto nessa coisa familiar que é a escrita. Caminho por teus escritos, sentindo toda a brisa doce no trajeto. O que você nos faz é mais do que apenas escrever poemas, consegues com eles nos transportar para um descanso da dureza, para uma espécie de caminhar em paz, em um mundo diferente, de realidade-alívio!

Um beijo em você, flor!

Outros muitos em você, prima!

Este texto é um Devaneio Apropriado daqui ó!

24 de fevereiro de 2011

Amém!

Sugeriram-me matar meu ídolo. Matar aquele poeta em quem me inspiro, que me faz eco. Isto pra que eu possa voar com meu estilo próprio, pisar a poesia com a minha voz literária, límpida de qualquer aceno alheio.

Mas, veja bem, não se bate em mulher, isso mesmo antes da Lei Maria da Penha. Menos ainda se mata. E neste caso - no meu mesmo - não faria grande diferença. Porque Adélia é pra sempre, mesmo que eu a quisesse matar - figurativamente - ao troco de mim mesma.

Adélia é eterna, como a vida, como a poesia, como esse Deus que insiste em me gritar pela voz dela, a poesia.

É assim mesmo. Há coisas que não podem deixar de ser: como a Adélia, como a busca por meu grito poético, como Deus. Coexistimos todos apesar das aparências enganosas de que não. Amém!

Ei-la aqui, em vídeo, Adélia Evangelista do Prado Verdejante:

27 de outubro de 2010

Vai um danoninho ai?



Ando pensando bastante sobre o ser escritor.

"Qual o problema em dizer: ´eu sou escritora!´?".

É o que me pergunto há alguns dias. Não vejo receio  nem frecsura em se assumir engenheiro, nem professor ou tradutor, nem escultor, nem juiz, nem promotor, nem cozinheiro ou eletricista, por exemplo. Também não vejo a aura de magia e misticismo que algumas pessoas enxergam ao redor do "ser escritor".

Pra mim é assim: trabalho braçal! Eu trabalho dura e arduamente com as palavras. Ah, e me divirto com elas também. Se um juiz ou tradutor não se diverte ao trabalhar, fazer o quê? Ossos do ofício! Nem sempre eu me divirto também, só 99% das vezes...

Além disso, o escritor ganha um danoninho por livro vendido. Ó que delícia! E ganha silêncios também! 

Sabe aquele silêncio garimpado?

Assim: você faz "xiiiiii" e o barulho permanece. Você grita: "cri-an-ças, silêncio, por favor!". Você às vezes até esquece do "por favor". Você inventa dinâmica pra eles prestarem atenção no que vai dizer...e? Nada do silêncio aparecer.

É então quando ser escritor vale a pena. Você pega um livro e sacode os versos na peneira. Voilà! A pepita do silêncio surge e os olhos brilham. Eles gostam de poesia, minha gente, eles gostam mais do que das palavras soltas! Eles gostam das grades da rima, do ritmo, do som, da brincadeira...

Puxa vida, eu sou escritora. E se eu fizer meu trabalho direitinho e alguém abrir e ler um livro meu, eu ainda sou garimpeira de silêncio e brilho no olho, pode?

Ahhh, parei com essa bobagem: sou escritora, sim! Vai encarar?

14 de agosto de 2010

varal de coincidências II



Esse vídeo simpático encontrei quando percebi uma coincidência: os dois livros que estou terminando de escrever - os primeiros em uma prosa longa - tem uma referência sobre bailarina! É verdade que de uma forma pouco convencional, mas as bailarinas estão lá.

Então, lembrei da Rosa Montero, no A Louca da Casa, que é minha leitura de cabeceira junto com a Biblia, os livros da Adélia, o Dicionário de Rimas e o de Sinônimo e Antônimos. A Rosa fala de um certo elemento que está inserido em todas as narrativas do escritor. Cada um tem um! O dela seria a presença constante da figura de um anão. Sobretudo os protagonistas. 

Só pensei mesmo. Porque nem tenho obra suficiente para achar o tal elemento, menos ainda pra pensar que seja a bendita bailiarina, ou a dança. Foi só coincidência mesmo. Uma coincidência que me fez reencontrar A Bailarina da Cecilia e a Ciranda da Bailarina do Chico. Bom demais!


21 de julho de 2010

varal de uma praia muito louca!

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Prêmio novinho aqui, ó:


Tá lá, na página 91 do Diário Oficial Executivo I: Viviane Veiga Távora. Sou uma das ganhadoras (junto com gente talentosíssima de tirar o chapéu) do Edital ProAC 8, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Um premiozaço literário, como disse um colega.

Agora tem uma certa burocracia: abre envelope 1 (tomara que tenha mandado os documentos direitinho); manda pro secretário; aguarda recurso; homologa; assina contrato... Mas, tá lá: ganhei! Eba!

Ontem sambei tomando chá de camomila, pra acalmar e conseguir dormir...

O livro é mesmo lindo. Não foi escrito, foi construído durante anos e anos... começou numa praia, com uma cadernetinha. Não queria mergulhar no mar, mergulhei na imaginação. Eu nem sabia que seria escritora pra valer!

O livro ficou mais lindo quando o Walther adotou e ilustrou, de uma vez... Disse que não conseguia parar de ilustrar! Vindo dele, é tipo... Jabuti! (rs)

Tomara que você goste de ler. Uns 7 meses, tá? Espera aí!


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20 de julho de 2010

varal dele

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O seu verbo principal não é amar. O seu principal verbo é o ver. Ele me vê. Eu não lembro na história dos meus dias alguém que me visse assim, como ele. Ele vê tudo e me antecipa aquilo que verei. Ele não acha, não desconfia, não julga a partir de si, ele vê! E depois, só depois, ama. E me amar, depois de me ver, é mesmo uma loucura. E ele me mostra isso quando vai tirando os fiapinhos de pele do meu rosto. Ele me diz com os dedos: "eu te amo mesmo com as sobras; e te ajudo a ficar íntegra, limpa". Com ele eu posso ser. Não preciso mascarar o verbo com adjetivos. Eu sou! E a única máscara que eu uso é para os cílios. E mesmo assim ele me volta a falar com os dedos, limpando os fragmentos caídos na pálpebra: "eu vejo também os cílios que derrubaram esse rímel. Eu vejo tudo, eu amo tudo!".

Assim, ele continua vendo, eu sendo. Ele é um homem incomum. É o Zé que toda mulher precisava de ter. E eu? Mudo de verbo e vejo a Adélia que posso ser nos olhos dele.

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1 de junho de 2010

varal de auto-revisão

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Eu escrevo como visto roupa, depois lavo e penduro no varal.

Sou recém-nascida, em fase de crescimento. Mas tenho personalidade. Choro grande quando a roupa não me agrada. Não há quem me faça vestir alguns cueiros. Mas, às vezes passa, fazer o quê? Foi!

Logo-logo cresço e escolho como quem sabe o que. Por enquanto sou assim, estilo "a descobrir" ou "espere-e-verás"...

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29 de maio de 2010

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Hoje acordei com ânsia de cor. Quem me dera de base as buganvilias da Adélia, branco leite grosso! E uma violeta pendurada no peito pra enfeitar minha alegria... Podia ser também uma tulipa vermelha de dar gosto de amar mais, viver mais, sorrir de canto no pensamento, e mais... sempre mais! Aceito também, e de bom grado, uma cor de rosa múltipla, de matar saudade no espinho, no doce e na beleza que só pode ser Divina, meu Deus, só pode ser tua! Amém.


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5 de abril de 2010

varal daqui

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Um lugar chamado Meu




meu-morar é paradoxo abismal:
serras de industrial-rijeza;
mangues de pobreza-movediça;


................................ (mas é meu!).

4 de abril de 2010

varal sweet-sweet-life


A Páscoa é mesmo assim: feliz páscoa pra lá, chocolate pra cá (sempre!) e coelhinhos animados pra todos os lados... Com as felicitações e os coelhos, não tenho a mínima ideia do que fazer. Mas, com os chocolatinhos eu tive uma sacada genial: adoçar a vida!

Eu sei, nada original. Mas muito atual. Talvez hoje seja o dia de des-amargar a vida, o humor, a noticia, os desejos, a alma, o corpo e o coração. Hoje, quem sabe, seja a hora certa de querer fazer tudo diferente, olhar mais pro lado e pré-ocupar-se com quem está lá, fora de nós.

Talvez um dia eu consiga ser mais clara, mais iluminada, mais direta que isso. Talvez seja hoje: que tal parar de pensar somente em si e fazer algo concreto por aqueles que sofrem?

Ai, doeu? Tudo bem, pega um docinho (e pensa bem nisso)... Pra te ajudar, dá uma olhadinha aqui. Quem sabe você não se atreve?

Ah, feliz páscoa! Amanhã eu volto com a poesia...

24 de fevereiro de 2010

16 de fevereiro de 2010

bilhete no varal III




Querido você: não esqueça de avisar quando se descobrir meu. Tenho uma caixa de cartas sem remetente, mas com destino certo: o seu olhar. Eu sempre te-soube com hora marcada e desconhecida. Como teu nome, endereço, idade e jeito de sorrir. O básico do mistério. O resto é jeito e acolhida.