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5 de outubro de 2013

Transladação

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eu guardo cartas nas minhas janelas cinzentas. Muitas com rancor, poucas de perdão, quase nunca de amor. Estas, digitei todas. As de perdão foram entregues, ainda que escorridas sobre pedras e túmulos. As de rancor rangem velhas, evitam o som da pausa, quase sempre as amasso e arremesso em poemas. Depois respiro
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1 de julho de 2012

O DECIFRADOR DE POEMAS


No dia 11 de agosto, às 10 horas, no Museu do Estado de Pernambuco, o meu livro O DECIFRADOR DE POEMAS será lançado, pela Companhia Editora do Pernambuco!

Este é o meu primeiro livro escrito em prosa e também o primeiro para o público juvenil (a partir de 11 anos). Ele venceu em terceiro lugar o II Concurso CEPE de Literatura Infantil e Juvenil no ano de 2011 e foi ilustrado por Rodrigo Aguiar.

Como eu não consigo me separar da poesia, o livro é uma história com poemas, sobretudo os de Fernando Pessoa e seus heterônimos. Quase uma mania! Amo!

Logo logo estará à venda no site da CEPE: www.cepe.com.br!

27 de março de 2012

auto-antroponímia

Eu nasci de sopro e não de parto:
vive, Viviane!

Eu nasci pra voos:
voa, Viviane Veiga,
com ar na veia de batalha:
Távora.

Eu nasci com nome e sobrenome:
vive e voa, Viviane
Veiga Távora.


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3 de julho de 2011

LPT no Dique XI

MÃOS À OBRA DO CARPINEJAR

Depois de lerem os livros de Fabrício Carpinejar, as participantes do Projeto Literatura Para Todos no Dique fizeram arte: escolheram um poema ou uma crônica com que se identificaram e transpuseram aquela emoção para o papel. Isso aconteceu no dia 19/04/2011:


E as obras são essas daqui:









2 de junho de 2011

A poesia me salvou e ainda há!

O meu lugar de decanso se chama Adélia dos Prados Verdejantes, e isto não escondo de ninguém! Hoje refresco os ares do blog com um dos meus poemas preferidos. Eita mulher que me faz eu mesma à sua imagem e semelhança, meu Deus!

GUIA

A poesia me salvará.
Falo constrangida, porque só Jesus
Cristo é o Salvador, conforme escreveu
um homem - sem coação alguma -
atrás de um crucifixo que trouxe de lembrança
de Congonhas do Campo.
No entanto, repito, a poesia me salvará.
Por ela entendo a paixão
que Ele teve por nós, morrendo na cruz.
Ela me salvará, porque o roxo
das flores debruçado na cerca
perdoa a moça do seu feio corpo.
Nela, a Virgem Maria e os santos consentem
no meu caminho apócrifo de entender a palavra
pelo seu reverso, captar a mensagem
pelo arauto, conforme sejam suas mãos e olhos.
Ela me salvará. Não falo aos quatro ventos,
porque temo os doutores, a excomunhão
e o escândalo dos fracos. A Deus não temo.
Que outra coisa ela é senão Sua Face atingida
da brutalidade das coisas?

(Adélia Prado)

Quem, então, me conderá? Pergunto...

26 de maio de 2011

O que é um limerique - Parte 2

O limerique é um poema e ele sempre tem 5 versos! O primeiro, o segundo e o quinto versos têm 8 sílabas! Mas não as sílabas comuns (gramaticais), são as chamadas sílabas poeticas...

Saiba mais sobre as sílabas poéticas ou métricas clicando aqui.

Veja como fica aquele mesmo limerique do livro MARELIQUES DA PRAIA-LOUCA com esta nova exigência: 8 sílabas poéticas no primeiro, no segundo e no quinto verso.




21 de maio de 2011

LPT no Dique VII

ATUALIZAÇÃO DO PROJETO LITERATURA PARA TODOS NO DIQUE

As coisas andaram bem agitadas por aqui e no projeto. O número de participantes aumentou e nós estamos na reta final. Como o negócio está muito bom, decidimos por nossa conta prorrogar as atividades oficiais por mais um mês. Veja o que aconteceu até aqui:

DEPOIS DAS CRÔNICAS, RELEITURA

Na semana de 28 de março,  levamos todos os livros já lidos para nosso encontro. Até lá, tinham sido 7 livros lidos (Entre a Juntura dos Ossos, Batata Cozida Mingau de Cará, Caravelas - Redescobrimento, Abrãao e as Frutas, Cabelos Molhados, Tubarão com Faca nas Costas e Cobras em Compota). Quem não tinha lido 1 só livro inteiro em toda uma longa vida, leu 7 livros em pouco mais de 1 mês! É o milagre da Literatura!

Lila, que nos contou ter montado uma prateleira para receber os livros que ganha a cada encontro!

Então levamos todos os nossos livros, folheamos novamente, relemos o que foi mais significativo para nós. Relembramos que em média o brasileiro lê 1 livro por ano e que nós já havíamos ultrapassado aquela marca no nosso primeiro encontro.

Foi um dia de muita alegria, porque elas ainda não tinham se dado conta do que estava acontecendo ali, toda terça e quinta, no local onde algumas trabalham: elas caminhavam para se tornarem leitoras, não mais neoleitoras!


LEITURA SUGERIDA

Ainda na mesma semana, no dia 31 de março, fizemos a leitura do livro MENINOS DO MANGUE, de Roger Mello - Companhia das Letras, sugerido pelas participantes do projeto. O nome do livro é bastante significativo para a realidade do Ponto de Cultura Arte no Dique criado para atender à necessidade de crianças, jovens e adultos que moram no Dique da Vila Gilda, um bairro de Santos/SP que parcialmente vive sobre palafitas.


O livro foi sugestão da Lila que durante o dia viu o livro com uma das professoras do Ponto de Cultura. Durante o dia mesmo, e sozinha, ela leu uma das histórias, ficou encantada e trouxe para nosso encontro!

A cada história um suspiro, uma gargalhada, uma reflexão, uma redescoberta! Isso mostra o quanto os livros não deveriam ser separados em faixas etárias dos leitores. Livro de criança e livro de adulto? Que nada! Todo livro é pra quem quiser viver, ser feliz e sonhar!


27 de abril de 2011

O que é um limerique - Parte 1

O limerique é um poema e ele sempre tem 5 versos! Leia este limerique do livro MARELIQUES DA PRAIA-LOUCA:

Ou seja, na linguagem mais popular, todo limerique precisa ter 5 linhas:



E esta é a lição mais básica e importante sobre os limeriques!!! Anotou?

Beijoliques! Ah, eu amo limeriques, e vc??

Visite também:
www.praialouca.com
www.limeriques.blogspot.com

17 de março de 2011

LPT no Dique V

FELTRO, TECIDOS, POESIA E ALTOS PAPOS...



Esse foi o material necessário para as participantes do projeto Literatura Para Todos no Dique transformarem a noite de terça feira (15/03/2011) numa praia muito louca e divertida.

Mudamos um pouco o rumo dos nossos encontros, que até agora estavam baseados na leitura dos livros da I Coleção Literatura Para Todos, e navegamos no mar de outras palavras: o MARELIQUES DA PRAIA-LOUCA, de minha autoria.

Lila

Elas se divertiram com os mareliques e também aprenderam um pouco mais sobre poesia, sobre as diferenças do poema com forma fixa e os de versos livres. Quando o livro terminou ela reclamaram dizendo que eu devia ter escrito mais... Não tem preço ter leitoras como elas!

Depois da leitura e releitura do livro, empreendemos em criar uma praia com feltro, tecidos, linhas e muita criatividade. O resultado você confere aqui nestas fotos:













Elas não são umas lindas? São com esses tesouros que a Literatura nos  presenteia...

Hoje, 17/03/2011, elas continuaram no ritmo da construção, só que desta vez foi de poemas. Juntas, fizeram 5 poemas: 4 limeriques e 1 de versos livres. Tanta criatividade, tanta poesia, tanta vida, que ficamos emudecidas. Só quem falou foram as palavras delas. O que elas escreveram? Infelizmente ficará em segredo, por enquanto. Nosso sonho é que eles preencham um livro, em breve!


1 de março de 2011

LPT no Dique II

SEMANA PASSADA FOI PURA POESIA

No projeto Literatura Para Todos no Dique, começamos com o pé direito, o pé da poesia. E foi assim, pé ante pé, que lemos, brincamos e cantamos os poemas de quatro livros da I Coleção Literatura Para Todos, criada pelo MEC:

 


22/02/2011


Lemos poemas dos livros: Entre as Junturas dos Ossos, Caravela, e Batata Cozida Mingau de Cará. Muitas das participantes estavam tendo o primeiro contato com a poesia visual e a Tradição Oral naquele dia! Sem dúvida, os poemas que mais agradaram às participantes foram os da Eloí Bocheco, pela proximidade com a origem delas. Enquanto nos deliciávamos com os poemas, elas lembravam de cantigas de rodas e as cantavam.


Depois da leitura, colocamos a mão na massa - literalmente - e reconstruímos a poesia que ficou em cada uma de nós através de um trabalho manual:

 
Terminamos o nosso primeiro encontro com a leitura de mais poesia. Porque beleza nunca é demais!






24/02/2011

O segundo encontro do projeto Literatura Para Todos no Dique foi gostoso demais! Teve cheirinho de fruta madura colhida no pé... A leitura ficou por conta do livro Abraão e as Frutas, da I Coleção Literatura Para Todos, do MEC.



Juntas, lemos o livro inteirinho. E quando acabou ficou aquele gostinho de quero-mais. Por isto, resolvemos matar saudade dos poemas comendo as frutas de que eles falavavam: manga, melancia, pêssego...












Antes de comê-las, porém, improvisamos uns versinhos criados por cada uma para a fruta que mais gostava. 











No final das contas, cada participantes ganhou os 4 livros e serão multiplicadoras de um prazer indescritível: ler poesia!


Tudo isto aconteceu com este apoio aqui, ó:



24 de fevereiro de 2011

Amém!

Sugeriram-me matar meu ídolo. Matar aquele poeta em quem me inspiro, que me faz eco. Isto pra que eu possa voar com meu estilo próprio, pisar a poesia com a minha voz literária, límpida de qualquer aceno alheio.

Mas, veja bem, não se bate em mulher, isso mesmo antes da Lei Maria da Penha. Menos ainda se mata. E neste caso - no meu mesmo - não faria grande diferença. Porque Adélia é pra sempre, mesmo que eu a quisesse matar - figurativamente - ao troco de mim mesma.

Adélia é eterna, como a vida, como a poesia, como esse Deus que insiste em me gritar pela voz dela, a poesia.

É assim mesmo. Há coisas que não podem deixar de ser: como a Adélia, como a busca por meu grito poético, como Deus. Coexistimos todos apesar das aparências enganosas de que não. Amém!

Ei-la aqui, em vídeo, Adélia Evangelista do Prado Verdejante:

5 de fevereiro de 2011

LANÇAMENTO!

Contamos com sua presença:


Lançamento do livro MARELIQUES DA PRAIA-LOUCA
Data: 25/02/2011
Lançamento às 14h.
Bate Papo com adultos: DO EDITAL À PUBLICAÇÃO às 20h.
Local: Biblioteca Municipal de Cubatão
Avenida 9 de abril, 1977 - Centro - Cubatão/SP

www.praialouca.com

31 de dezembro de 2010

2011

Vou terminar 2010 e começar 2011 com dois artistas que admiro muito: Walther Moreira Santos e Adélia Prado. Adélia me-reflete com as palavras e Walther me-ilumina com lápis de cor, tinta acrílica e colagem sobre o papel.

Imagem dele e poema dela:




PENSAMENTOS À JANELA


O que durante o dia foi pressa e murmuração
a boca da noite comeu.
Estrelas na escuridão são ícones potentes.
Como oráculos bíblicos,
os paradoxos da física me confortam.
Sou um corpo e respiro.
Suspeito poder viver
com meio prato e água.


(Do livro A DURAÇÃO DO DIA, Editora Record.)


2011 abundante de vida pra você!

15 de dezembro de 2010

varal de cordel

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Feliz da vida com um novo prêmio: Prêmio MAIS CULTURA de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura!

Teresinha, Teresinha...

Em breve você poderá conferir... Peraí!

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4 de dezembro de 2010

varal de Panapaná!

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Quebrando o silêncio da língua que o gato comeu: mais um projeto aprovado na área! Mais um com minha amiga Ana Cristina. É o PANAPANÁ e você não perde por esperar!!!

Ah! E tem a Nice Lopes com as ilustras... ai, ai...

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1 de novembro de 2010

varal confessional

Não me derruba a ferida
aberta e o prurido
dos dedos
denunciantes.

O que me-faz-queda
é o furo de agulha
que esconde meu vão
e olhar no abismo.

15 de outubro de 2010

12 de outubro de 2010

Feliz dia das Crianças pra nós!




Imagem daqui.


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Minha infância foi de areia, capim e quintal
 
e uma fôrma de bolo, uma amiga e um inimigo
                        pra fazer reta, cozinhar e não subir o muro
 

e uma janela com sol a pino
                        pra imaginar e suar a alma
 

e um corredor velho
                        pra correr sem medo de machucar o chão


quando o cheiro de queimado
escapulia do forno e denunciava: 
terra queimada pro almoço!


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