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20 de agosto de 2011

varal do Farofa

Meu namorado e eu somos amigos há 6 anos e namoramos há 1. Ele é clown e também se chama Farofa. Um pouquinho antes de começarmos a namorar - e de descobrir que ele era o homem da minha vida - eu escrevi este texto em homenagem a seu palhaço:


"Eu sou amiga de um clown.
É uma amizade à distância aproximada de 165 quilômetros! O que não fere em nada nosso relacionamento, já que o pulsar da sua alma extrapola todo tipo de distância.
Ele sempre está por aqui, mesmo quando o aroma do seu paradoxo não se faz sentir. Ele é um alquimista de sensações humanas. A alegria e a tristeza são apenas detalhes do que ele realmente pode transformar com sutileza e perseverança: vidas.
Meu amigo e eu nunca fomos apresentados formalmente. Apenas temos um amigo em comum. O que para um clown é mais do que suficiente, porque ele tem a capacidade de estreitar laços onde sequer haja um fio.
O seu pisar e o mirar através do carmesim-nariz unem o imaginário ao real e tudo se torna possível. Por isso o transpor das distâncias e a ruptura das formalidades. O clown é um místico.
O nome do meu amigo denuncia sua personalidade multiplicadora. Ele é quase onipresente. Tem a possibilidade de estar em muitos lugares. Não todos. Onde há um só grão de sua mistura, todo ele está lá!
Pode parecer redundante, mas o Farofa, além de ser clown, é também especial. A sua “especificidade” extrapola àquela inerente à sua espécie. É uma raridade.
A bem da verdade, ele nunca se dirigiu diretamente a mim. Não me lembro de termos trocado sequer palavras, menos ainda olhares. Mas ele existe e eu sei, do que mais eu preciso? A mim, basta isso: a singular existência do seu sorriso.
Viviane Veiga Távora
29/03/2010".

24 de junho de 2011

varal da felicidade do Matheus

Matheus fez rima pra escola e eu achei uma graça! Ele tem um toque de nonsense com um jeitão de cordel... As crianças e adolescente deviam ser mais estimulados a compor poemas! Mea culpa!

16 de junho de 2011

Curso FORMATAÇÃO DE PROJETOS VIII

Dos meus ex(eternos)-alunos do Curso de Formatação de Projetos Culturais, em Cubatão, a JULIANA FINAMORE é o destaque de hoje. Talentosa é pouco para ela. Ando cantando pela casa suas canções que me prenderam pelo pé: Artes, arteiros, artistas...


Clique na imagem para vê-la grande como a Ju

2 de junho de 2011

A poesia me salvou e ainda há!

O meu lugar de decanso se chama Adélia dos Prados Verdejantes, e isto não escondo de ninguém! Hoje refresco os ares do blog com um dos meus poemas preferidos. Eita mulher que me faz eu mesma à sua imagem e semelhança, meu Deus!

GUIA

A poesia me salvará.
Falo constrangida, porque só Jesus
Cristo é o Salvador, conforme escreveu
um homem - sem coação alguma -
atrás de um crucifixo que trouxe de lembrança
de Congonhas do Campo.
No entanto, repito, a poesia me salvará.
Por ela entendo a paixão
que Ele teve por nós, morrendo na cruz.
Ela me salvará, porque o roxo
das flores debruçado na cerca
perdoa a moça do seu feio corpo.
Nela, a Virgem Maria e os santos consentem
no meu caminho apócrifo de entender a palavra
pelo seu reverso, captar a mensagem
pelo arauto, conforme sejam suas mãos e olhos.
Ela me salvará. Não falo aos quatro ventos,
porque temo os doutores, a excomunhão
e o escândalo dos fracos. A Deus não temo.
Que outra coisa ela é senão Sua Face atingida
da brutalidade das coisas?

(Adélia Prado)

Quem, então, me conderá? Pergunto...

10 de abril de 2011

DO MANGUE À FÉ

DO MANGUE À FÉ é um curta metragem que conta algumas histórias do Dique da Vila Gilda, local onde realizamos o projeto Literatura Para Todos no Dique, em parceria com o Ponto de Cultura Instituto Arte no Dique e apoio da FUNARTE e do Ministério da Cultura.


O roteiro foi feito pela Talita, uma das participantes do projeto LPT no Dique.

O curta ganhou o prêmio CURTA SANTOS, em duas categorias: Curta Metragem Documentário Olhar Caiçara e Voto Popular (TV Tribuna).

Assista e deixe seu comentário:


24 de fevereiro de 2011

Amém!

Sugeriram-me matar meu ídolo. Matar aquele poeta em quem me inspiro, que me faz eco. Isto pra que eu possa voar com meu estilo próprio, pisar a poesia com a minha voz literária, límpida de qualquer aceno alheio.

Mas, veja bem, não se bate em mulher, isso mesmo antes da Lei Maria da Penha. Menos ainda se mata. E neste caso - no meu mesmo - não faria grande diferença. Porque Adélia é pra sempre, mesmo que eu a quisesse matar - figurativamente - ao troco de mim mesma.

Adélia é eterna, como a vida, como a poesia, como esse Deus que insiste em me gritar pela voz dela, a poesia.

É assim mesmo. Há coisas que não podem deixar de ser: como a Adélia, como a busca por meu grito poético, como Deus. Coexistimos todos apesar das aparências enganosas de que não. Amém!

Ei-la aqui, em vídeo, Adélia Evangelista do Prado Verdejante:

11 de fevereiro de 2011

producaocultural.org.br

Delícia é bater papo sobre o que se gosta, né?

Tenho tido gostosas conversas com o povo da cultura. O lugar é simples: sala monocromática, uma poltrona mais linda que a outra e só! Eles lá, eu aqui!

Hoje, o Nelson Motta (sim, o NEL-SON-MO-TTA!) disse uma coisa bacana demais. Tanto que quero postar o vídeo dele aqui. Veja bem o que foi dito:

“Eu nunca fiz coisa para mim: ‘Ai, este livro é uma necessidade, eu tenho que escrever…’ Isso é conversa. Meu livro só tem sentido para quem vai ler. Nem sempre se consegue, mas a obrigação é tentar.”
Nelson, querido, beijo e obrigada pelo papo!


Nelson Motta from FLi Multimídia on Vimeo.

www.producaocultural.org.br

3 de janeiro de 2011

varal dos meus direitos I


Arte de Rembrandt

Sou irremediavelmente vivaz pelo nome. E penso mil coisas ao mesmo tempo como uma convergência de muitas águas. E tenho refletido sobre meu-ser-leitora.

Não há quem diga o contrário: pra ser escritor, é preciso ser leitor. Isso virou lei! Ou melhor, é lei! Submissa à ela, sei que tenho direitos e obrigações. E dentre os direitos, sou adepta da corrente de Daniel Pennac. São dez os direitos, como são dez os Mandamentos que regem meu-ser-tudo.

Sou uma leitora feliz! Quando me vejo sacudida pelos demônios "Se você não leu isso, não será um bom escritor" ou "Se você ler isso, certamente é uma pessoa medíocre" ou ainda o chefe de todos eles "Leia isso, sob pena de ser barrado nas panelas intelectuais", eu recorro aos DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO LEITOR (Como um Romance, Editora Rocco).

E como no decálogo consignado a Moisés, o primeiro é o soberano, o principal, o imprescindível:

1. O DIREITO DE NÃO LER.

Amém!

31 de dezembro de 2010

2011

Vou terminar 2010 e começar 2011 com dois artistas que admiro muito: Walther Moreira Santos e Adélia Prado. Adélia me-reflete com as palavras e Walther me-ilumina com lápis de cor, tinta acrílica e colagem sobre o papel.

Imagem dele e poema dela:




PENSAMENTOS À JANELA


O que durante o dia foi pressa e murmuração
a boca da noite comeu.
Estrelas na escuridão são ícones potentes.
Como oráculos bíblicos,
os paradoxos da física me confortam.
Sou um corpo e respiro.
Suspeito poder viver
com meio prato e água.


(Do livro A DURAÇÃO DO DIA, Editora Record.)


2011 abundante de vida pra você!

7 de agosto de 2010

varal de coincidências - com adendo em 09/08/2010

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Eu sempre fui uma fã comedida. Nunca dei chilique. Nem escrevi metros e metros de EU TE AMO. Mesmo com os Menudos, nunca gritei amor eterno! O que mostra que é um jeito-meu-de -ser antigo. Nada conquistado com a maturidade.

E continuo assim: admiro à distância. Num anonimato que me permite, vez ou outra, uma extravagância. Como com a Adélia e o Carpinejar quando eles estiveram bem pertinho de mim. E este de agora...

Sou fã da Índigo, não escondo de ninguém. Todo santo-dia-que-tem-post, eu leio o blog Vida no Campo. Já li praticamente todos seus livros publicados. E hoje me dou um luxo: depois desses anos de admiração platônica, sinto que posso me aproximar um pouco. Nada de ursinhos de pelúcia pelo Correios. Só a manifestação pública de coincidências: sim, eu e a Índigo temos coisas em comum!

  1. Vencemos o mesmo concurso - Literatura Para Todos (ainda que em edições diferentes);
  2. Temos livros publicados na mesma Coleção (a do Concurso supramencionado);
  3. Vencemos um outro mesmo Concurso e logo teremos livros publicados com o mesmo apoio cultural (ProAC/SP);
  4. Torcemos pela mesma Seleção: Santos Futebol Clube;
  5. E por enquanto é só...

Uma extravaganciazinha de nada, tá? Só pra levantar meu ânimo e seguir em frente...



..

Adendo ao post em 09/08/2010

Para TU-DO! Percebo que há mais que coincidências entre a Índigo e eu: há sincronismo! Lá no Vida do Campo a mulher não me escreveu que o livro "O Menino do Dedo Verde" a impressionou aos 12 anos? Hã? E qual era o meu livro preferido quando criança? Meu primeiro livro lido vezes e vezes seguidas por ser o único à minha disposição? Pois é...

Pra completar a tietagem vou lá dizer isso pra ela, tá?

..

27 de junho de 2010

varal de tudo-de-bom

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Vocês viram uma nuvem vermelha por aí? Não se assustem, é apenas mais uma das belezas de Nice e Mô; só que potencializada pelo "juntas". Eu ainda não devorei. Mas posso garantir: vai adorar!



A Nuvem Vermelha, de Mô Amorim e Nice Lopes. Editora Adonis.

Compre aqui.
Mô Amorim lá.
Nice Lopes acolá.


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7 de dezembro de 2009

varal vizinho IV




incógnita


para que serve
uma janela
se falta um olhar
que a atravesse
e espraie
onde a vista
se aguça
abolindo tudo
se falta um
assim sem mais
ma sem suprimir
o que avessa
ou devassa
a incógnita
ademais
de que adianta
trancar a porta
quando se elide
as paredes?


De Rodrigo Guimarães, no livro OBJETO ALGUM (Editora 7 Letras), vencedor do Prêmio Governo de Minas Gerais 2008.

2 de dezembro de 2009

varal de namorado




Eu quero namorado para dar um livro de presente. E até sábado passado, o livro não tinha nome, como o namorado. Mas agora ele já tem. O livro, claro, porque o do namorado eu ainda não sei. A História Rocambolesca de Madame Valesca é de amor. Num livro de 32 páginas e poucas palavras. É um livro infantil.


Aliás, acho uma maravilha presentear adulto com livro infantil. Significa que você acredita na criança que a pessoa protege dentro do coração dela. Isso é raríssimo nos dias de hoje.

Quando você presenteia um adulto com um livro desses, está dizendo: você é raro, especial! É um namorado assim que eu quero: raro, especial. Eu posso! Por isso espero... espero mesmo! Afinal, com um livro desses não se pode presentear qualquer pessoa.





O livro é do Jonas Ribeiro e da Tatiana Paiva (Callis).

24 de novembro de 2009

varal de organza e desafios

Quinta é dia de Regina Gulla e sábado de César Obeid.




Regina é a criadora do Ateliê Gato-de-Máscara e escritora dos livros O ZELADOR DE SONHOS e A PELE DOS LIVROS (ambos da Editora DCL). Ela lança o CONTOS DE ORGANZA na Livraria da Vila, dia 26/11.



César é escritor de livros em cordel, como RIMAS SABOROSAS (Editora Moderna) e O VALENTE DOMADOR (Scipione). Ele lança DESAFIOS DE CORDEL (FTD) também na Livraria da Vila, dia 28/11.


Dois queridos! Eu vou, vamos???

22 de novembro de 2009

varal ardido de bom

Sou fã da Índigo! Por quê? Leia e saberás...






Esse varal simpático é capa do primeiro livro dela que eu li. COBRAS EM COMPOTA é ardido de bom e faz parte da I Coleção Literatura para Todos. O meu PÉ DE ALGUMA COISA PEDE OUTRA fará parte da II Coleção Literatura para Todos. Dá pra entender como é chique esse negócio? Eu e Índigo na mesmo coleção? Nem adianta me beliscar que já fiquei roxa de saber que estou acordada!



21 de novembro de 2009

varal em construção

Sweet-sweet november...



Novembro é mês-meu! Espero que ele acabe bem-me-quer igual o de 2008. Assim que ele terminar, eu conto!




Por enquanto, penduro o varal-escondido nessa tela fantástica de Anne Siems. Beleza gentilmente emprestada pela artista ao meu blog. Thanks Anne!

29 de outubro de 2009

varal da Stella




Hoje a saudade bateu à minha porta. Não que ela já não estivesse me rondando. Mas hoje ela foi aguçada pelos sentidos e entrou de vez. A vida tem me presenteado com pessoas de valor inestimável. Vez em quando elas aparecem pelas asas da tecnologia, outras vezes de forma inusitada. Foi assim com a Stella, em apenas alguns dias de pouca convivência em Natal. Não sei se por razão da euforia de receber meu primeiro prêmio ou se pelo jeitinho mineiro pra lá de acolhedor, eu me agarrei à Stella como a uma mãe generosa e descansei meus mil e um medos, angústias e ansiedades. Ela me acolheu: "somos amiguinhas de infância, Vivi!"... Quase um ano se passou e muitos ainda passarão. Quem sabe nos veremos muito ou pouco? De qualquer forma, está tudo registrado aqui, num espaço nobre e raro da minha gratidão.


Graças a Deus, conhecer Stella não é exclusividade minha. Caso você queira, pode saber tudinho sobre ela aqui.



21 de outubro de 2009

varal do vizinho Pamuk



"O segredo do escritor não é a inspiração - pois nunca fica claro de onde ela vem -, mas a sua teimosia, a sua paciência." Orhan Pamuk





Eu sigo assim: teimando com paciência...
Um dia eu chego lá! Mesmo que o "lá" seja aqui no meu varal.

20 de outubro de 2009

varal de visitantes

Tenho percebido (coisas da tecnologia!) que algumas pessoas visitam o varal de casa com frequência, mas quase nunca se identificam... São visitantes não só do Brasil, mas de outros países como Portugal, Reino Unido, Bolívia, Estados Unidos!

Peço que vocês pendurem um recadinho no varal, só pra eu poder chamá-los pelo nome, oferecer um café, um chá, ou simplesmente um abraço!


Pássaros Libertos
(Helena Kolody)

Palavras são pássaros,
Voaram!
Não nos pertencem mais.

26 de setembro de 2009

varal da vizinha (Lya Luft)

Sina

Quando eu era menina,
a verdade parecia estar nos livros:
ali moravam as respostas
e nasciam os nomes.

Quanto mais procurei,
mais me perdi
na trilha das indagações:
as respostas não vinham,
a verdade era miragem,
a busca era melhor que a
descoberta,
e nunca se chegava.

(Viver era mesmo sentir
aquela fome)


Poema de Lya Luft, do livro Para não dizer adeus, Editora Record.