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10 de junho de 2010

varal de todo mundo devia...

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Todo pedaço de tarde no domingo devia acolher um sagrado escondido em pão; ou chá com bolo e prosa. Toda vida devia conhecer seu sentido e aproveitá-lo abundantemente. Todo homem devia se chamar Zé e ser simples-amor. Toda mulher devia de ter um Zé e também um pouco de Adélia.


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20 de abril de 2010

17 de abril de 2010

bilhete no varal VI

Querido você: encontramos a exceção! Hoje a natureza contrariou-se em favor-nosso. Descobri tua-e-minha música. Sim, ela chegou antes de você: o som mais veloz que a luz; o sabor antes do aroma; a certeza ante a espera. O poder de uma revolução...





Imagem daqui.


8 de abril de 2010

bilhete no varal V

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Querido você: preste atenção! Ontem deixei um bilhete pelo vão da porta, mas ela estava aberta e bem disposta para outro olhar...
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13 de março de 2010

bilhete no varal IV

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Querido você: as palavras ainda não chegaram. Leva tempo. É que elas são basicamente som e prisão de significados. Ou não. A verdade é que já posso ver o clarão do seu olhar ao expandi-las na direção do meu-sentir. Tenha paciência, elas chegarão. Então, eu saberei o tamanho do querer que o tempo construiu sem saber.
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24 de fevereiro de 2010

16 de fevereiro de 2010

bilhete no varal III




Querido você: não esqueça de avisar quando se descobrir meu. Tenho uma caixa de cartas sem remetente, mas com destino certo: o seu olhar. Eu sempre te-soube com hora marcada e desconhecida. Como teu nome, endereço, idade e jeito de sorrir. O básico do mistério. O resto é jeito e acolhida.



12 de janeiro de 2010

bilhete no varal II





Querida Martina: agradeço o bilhete carinhoso. Tenho certeza que as palavras tocaram o papel na expectativa de me elogiarem. Mas num país onde os leitores são tão pouco numerosos, dizer que o melhor e maior atrativo de uma mulher é a escrita, pode soar como uma afronta. Retribuo o elogio! Com carinho, M.




3 de dezembro de 2009

bilhete no varal I





Querido anônimo: admiro sua coragem em querer saber quem sou, mas não consigo imitá-la. Por isso, este bilhete por dentro do vão da porta é grande ousadia para mim. Eu preferiria o vão da janela, mas elas estão muito cerradas ultimamente; eu também. Porém, atendo ao apelo do seu silêncio e ofereço um meu-segredo: amo as janelas. Entenda que o fato de amá-las diz quase tudo sobre mim... resta-nos saber se sua amizade compreende o discurso daquilo que não foi dito.