5 de agosto de 2010

varal republicado







seus olhos
bolhas de sabão
onde escondo
meus sonhos
pluft!











(republicada por necessidade de expressão!!)

4 de agosto de 2010

Veni!

...



Pérola daqui.



Veni Creator Spiritus!
Há barro no jardim.
Há ferida na ostra
- entre os lados.
E há um meu-brilho-frio
à espera do Teu-Fogo-Amor:
Veni!


...

21 de julho de 2010

varal de uma praia muito louca!

..

Prêmio novinho aqui, ó:


Tá lá, na página 91 do Diário Oficial Executivo I: Viviane Veiga Távora. Sou uma das ganhadoras (junto com gente talentosíssima de tirar o chapéu) do Edital ProAC 8, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Um premiozaço literário, como disse um colega.

Agora tem uma certa burocracia: abre envelope 1 (tomara que tenha mandado os documentos direitinho); manda pro secretário; aguarda recurso; homologa; assina contrato... Mas, tá lá: ganhei! Eba!

Ontem sambei tomando chá de camomila, pra acalmar e conseguir dormir...

O livro é mesmo lindo. Não foi escrito, foi construído durante anos e anos... começou numa praia, com uma cadernetinha. Não queria mergulhar no mar, mergulhei na imaginação. Eu nem sabia que seria escritora pra valer!

O livro ficou mais lindo quando o Walther adotou e ilustrou, de uma vez... Disse que não conseguia parar de ilustrar! Vindo dele, é tipo... Jabuti! (rs)

Tomara que você goste de ler. Uns 7 meses, tá? Espera aí!


..

20 de julho de 2010

varal dele

:

O seu verbo principal não é amar. O seu principal verbo é o ver. Ele me vê. Eu não lembro na história dos meus dias alguém que me visse assim, como ele. Ele vê tudo e me antecipa aquilo que verei. Ele não acha, não desconfia, não julga a partir de si, ele vê! E depois, só depois, ama. E me amar, depois de me ver, é mesmo uma loucura. E ele me mostra isso quando vai tirando os fiapinhos de pele do meu rosto. Ele me diz com os dedos: "eu te amo mesmo com as sobras; e te ajudo a ficar íntegra, limpa". Com ele eu posso ser. Não preciso mascarar o verbo com adjetivos. Eu sou! E a única máscara que eu uso é para os cílios. E mesmo assim ele me volta a falar com os dedos, limpando os fragmentos caídos na pálpebra: "eu vejo também os cílios que derrubaram esse rímel. Eu vejo tudo, eu amo tudo!".

Assim, ele continua vendo, eu sendo. Ele é um homem incomum. É o Zé que toda mulher precisava de ter. E eu? Mudo de verbo e vejo a Adélia que posso ser nos olhos dele.

:

27 de junho de 2010

varal de tudo-de-bom

.


Vocês viram uma nuvem vermelha por aí? Não se assustem, é apenas mais uma das belezas de Nice e Mô; só que potencializada pelo "juntas". Eu ainda não devorei. Mas posso garantir: vai adorar!



A Nuvem Vermelha, de Mô Amorim e Nice Lopes. Editora Adonis.

Compre aqui.
Mô Amorim lá.
Nice Lopes acolá.


.

10 de junho de 2010

varal de todo mundo devia...

.


Todo pedaço de tarde no domingo devia acolher um sagrado escondido em pão; ou chá com bolo e prosa. Toda vida devia conhecer seu sentido e aproveitá-lo abundantemente. Todo homem devia se chamar Zé e ser simples-amor. Toda mulher devia de ter um Zé e também um pouco de Adélia.


.

1 de junho de 2010

varal de auto-revisão

.


Eu escrevo como visto roupa, depois lavo e penduro no varal.

Sou recém-nascida, em fase de crescimento. Mas tenho personalidade. Choro grande quando a roupa não me agrada. Não há quem me faça vestir alguns cueiros. Mas, às vezes passa, fazer o quê? Foi!

Logo-logo cresço e escolho como quem sabe o que. Por enquanto sou assim, estilo "a descobrir" ou "espere-e-verás"...

.